IA pra Marketing Imobiliário
Google Ads ou Facebook Ads para anunciar imóveis?
Quantas vezes você travou na hora de escolher onde anunciar seu imóvel ou lançamento? Google Ads ou Facebook Ads? Essa dúvida persegue corretor iniciante e veterano, e a resposta honesta é: não é tão simples. Depende do tipo do imóvel, do público que você quer atingir e do orçamento que tem na mão.
Nesse vídeo eu resolvi destrinchar as duas plataformas em detalhe pra acabar com essa indecisão de uma vez. Em quase 20 anos trabalhando com marketing digital pra captação de leads, eu testei as duas exaustivamente, e a verdade é que cada uma tem um momento certo de usar. Errar a escolha não significa só perder dinheiro: significa atrair o lead errado, na hora errada, com o criativo errado.
Neste artigo eu organizo o que mostro no vídeo em um passo a passo prático: como cada plataforma funciona, custo e qualidade do lead, vantagens e desvantagens, e quatro recomendações concretas pra você decidir hoje mesmo onde colocar seu orçamento.
# Como cada plataforma funciona (a diferença que muda tudo)
A distinção principal entre as duas está em intenção versus interesse.
O Google Ads é baseado em intenção de busca. Seu anúncio aparece quando alguém digita uma palavra-chave específica, tipo "apartamento de três dormitórios à venda em Campinas". Esse tipo de consulta indica que a pessoa já tem alto interesse naquilo. Ou seja: o cliente está procurando o seu anúncio. Isso torna o lead muito mais qualificado, mais perto da decisão de compra.
O Facebook Ads (que aqui inclui o Instagram) trabalha por interesses e comportamentos. Seus anúncios aparecem enquanto a pessoa navega pelo feed ou interage com publicações, mesmo que ela não esteja ativamente procurando um imóvel. Você atinge gente com perfil de comprador que talvez nem tenha começado a busca. É um alcance muito mais amplo, mas o lead chega mais frio.
Nenhum dos dois é melhor no absoluto. São lógicas diferentes para momentos diferentes da jornada do cliente.
# Segmentação: quem você alcança em cada uma
No Google Ads você segmenta por palavra-chave que a pessoa pesquisa, por localização geográfica e por dados demográficos. Esse conjunto é excelente pra encontrar quem já está buscando um imóvel.
No Facebook Ads a segmentação é por interesses e comportamentos. Isso amplia muito o público, mas inclui gente que ainda não procura nada e só se encaixa no perfil de comprador ideal.
# Formatos de anúncio em cada plataforma
No Google Ads você tem basicamente três tipos:
- Rede de pesquisa — os anúncios patrocinados que aparecem nos primeiros resultados da busca. É o formato mais comum.
- Rede de display — os banners que aparecem em sites parceiros.
- YouTube — sim, anunciar no YouTube é pelo Google. É uma ferramenta excelente pra autoridade, relevância e branding.
No Facebook Ads você tem os anúncios mais visuais e dinâmicos: feed do Instagram e do Facebook, Stories, Reels e até o Marketplace. É onde o apelo visual e emocional brilha.
# Custo por clique e qualidade do lead
Aqui mora uma decisão importante de orçamento.
| Critério | Google Ads | Facebook Ads |
|---|---|---|
| Custo por clique | Mais alto (concorrência por palavra-chave) | Mais baixo |
| Alcance | Mais focado | Muito mais amplo |
| Qualidade do lead | Mais qualificado, perto da compra | Mais frio, precisa de nutrição |
| Tempo pra estabilizar | 1 a 2 semanas | Dias |
O clique no Google tende a ser mais caro porque algumas palavras-chave são muito disputadas. Mas o lead é mais qualificado: você não está jogando o anúncio na cara de ninguém, é o cliente que procura você. Por isso o retorno sobre o investimento costuma ser mais alto.
No Facebook o custo por clique é mais baixo porque o alcance é gigante. O lead é menos qualificado, mas atenção: menos qualificado não quer dizer ruim. É só um lead que precisa ser nutrido por mais tempo até chegar na decisão. E muito cliente captado pelo Instagram já está, sim, no momento de compra.
# Vantagens e desvantagens, sem enrolação
Google Ads — vantagens: alcance de gente com alta intenção de compra, segmentação por palavra-chave (não só comportamento) e a possibilidade de anunciar no YouTube pra construir autoridade.
Google Ads — desvantagens: custo por clique mais elevado, concorrência alta nas palavras-chave, exige mais conhecimento de otimização de lances e campanhas, e demora um pouco mais (uma a duas semanas) pra estabilizar.
Facebook Ads — vantagens: flexibilidade criativa enorme, anúncios visuais mais chamativos, CPC geralmente mais baixo e alcance amplo pra impactar quem ainda está no topo do funil.
Facebook Ads — desvantagens: atinge gente que ainda não está no momento de compra, o que cria a necessidade de uma estratégia de nutrição ao longo do tempo.
E aqui vai a tecla que eu bato sempre: o lead precisa ser nutrido. Um cliente que não está pronto pra comprar hoje vai estar em algum momento, e ele vai lembrar de quem nutriu ele durante esse período. A melhor estratégia de vendas das maiores imobiliárias é o follow-up de quem já está na base.
# 4 recomendações pra escolher (e combinar) as plataformas
1. Combine as duas. Essa é a mais usada e a que mais dá certo. No Google Ads use palavras-chave de cauda longa (frases mais específicas e longas): elas reduzem seu custo e qualificam mais o lead, gerando visitantes com alto interesse pro seu site. Em paralelo, faça remarketing no Facebook Ads pra essas pessoas que visitaram o site. Aí você entrega criativos dinâmicos e visuais envolventes pra quem já clicou no anúncio do Google. Isso dispara as chances de conversão.
2. Defina o objetivo por tipo de imóvel. O Google Ads funciona melhor pra alto padrão, luxo e lançamentos — onde o comprador já pesquisa ativamente pelo nome do empreendimento, do prédio, às vezes até do apartamento. Pra imóveis de médio e popular, o Facebook atinge um público maior e você usa o apelo visual e emocional pra captar.
3. Escolha o destino certo do clique. Se você quer levar o cliente pra uma landing page, use o Google. Se quer que ele clique e vá direto pro WhatsApp, use o Facebook Ads. Não inverta. O cliente não quer mais aquele bate-volta de preencher formulário no Instagram, cair na landing page e preencher de novo. O Instagram já permite que ele clique no anúncio e abra o WhatsApp na hora. Muito mais prático.
4. Monitore as métricas certas. No Google Ads acompanhe custo por lead e taxa de conversão. No Facebook Ads, atenção especial pra taxa de cliques (CTR) e custo por engajamento. São indicadores diferentes porque os objetivos são diferentes.
E mantenha tudo o mais automatizado possível. Use chatbots pra agilizar o primeiro contato e já filtrar o cliente — essa agilidade é fundamental. Existem ferramentas gratuitas que ajudam a qualificar o lead rápido; o HubSpot, por exemplo, tem uma versão grátis com a qual dá pra montar um funil de vendas muito bom.
# Afinal, por onde começar?
Se você está começando agora, sem dúvida o Facebook é a melhor porta de entrada. Ele te dá alcance maior e custo por clique menor, então você consegue testar criativos sem gastar muito.
Se já tem alguma noção do que faz, parta pra combinação. A divisão de orçamento raramente é meio a meio: como o clique no Google é mais caro, costuma-se colocar um pouco mais nele, numa proporção de 60/40 ou até 70/30 entre Google e Facebook. Se você está estreando no Google agora, comece com mais peso no Facebook e vá subindo o orçamento do Google conforme os primeiros resultados aparecem.
Resumindo: pra campanhas de médio e alto padrão e pra capturar leads com alta intenção de compra, Google Ads. Pra fortalecer marca, promover lançamentos e imóveis de médio e popular — e impactar quem ainda está no começo da jornada — Facebook Ads. E pra esses clientes do início da jornada, não esqueça: eles precisam ser nutridos até a hora da compra.
Seu próximo passo: escolha um único imóvel ou lançamento, decida em qual etapa do funil ele se encaixa e rode UMA campanha esta semana na plataforma certa. Acompanhe as métricas que citei e, na semana seguinte, ative o remarketing na outra plataforma. Se você quer estruturar isso como processo de verdade, e não como tentativa solta, é exatamente o que eu ensino no Novo Marketing Imobiliário.
Assista ao vídeo
Perguntas frequentes
- Google Ads ou Facebook Ads é melhor para imóveis?
- Depende do objetivo. Google Ads é melhor para alto padrão, luxo e lançamentos, capturando leads com alta intenção. Facebook Ads é melhor para alcance amplo, branding e imóveis de médio e popular.
- Qual plataforma tem o lead mais qualificado?
- O Google Ads, porque o cliente está ativamente procurando o imóvel via busca. O lead do Facebook é mais frio e geralmente precisa ser nutrido por mais tempo.
- Qual é mais barata para começar?
- O Facebook Ads, por ter custo por clique mais baixo e alcance maior. É a melhor porta de entrada para testar criativos sem gastar muito.
- Como combinar Google Ads e Facebook Ads?
- Use palavras-chave de cauda longa no Google para gerar visitantes qualificados no site e rode remarketing no Facebook para essas mesmas pessoas, com criativos visuais e envolventes.
- Devo mandar o lead para landing page ou WhatsApp?
- Para landing page, use Google. Para ir direto ao WhatsApp, use Facebook Ads. O Instagram já permite abrir o WhatsApp direto do anúncio, sem o bate-volta de formulários.
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